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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tag: 10 Perguntas Literárias

Hoje é dia de tag! Vamos falar de uns livrinhos de uns personagens, de universos.  Vamos responder perguntas que todos se fazem? Sigam-me os bons!

Eu encontrei essa tag no blog Viciadas em Livros e foi respondida pela Rakel, mas a criadora é a Ana Vitorino do Como Respira?.

1 - Qual a capa mais bonita da sua estante?

Nenhuma capa supera a capa "nova"  de Caçadores de Bruxas, o primeiro livro da série Dragões de Éter, a série de estreia de um dos meus autores favoritos, Raphael Draccon.

2 - Se eu pudesse trazer 1 personagem para a realidade, qual seria?

O Dan ou a Amy, de The 39 Clues, que é uma série de autores variados regidos por Rick Riordan. Eles são inteligentes, corajosos e multimilionários, reis da família Cahill.

3 - Um livro que não lerás de novo? Por quê?

O Demonologista para mudar o texto. Foi difícil engolir esse livro. Tem gente que ama mas menino Andrew Pyper floppou nesse livro.

4 - Que autor você entrevistaria?

JK Rowling, óbvio! Mas estamos aí, Raphael Draccon! Tá bem? Então tá bem!

5 - Um casal?

Só me vem os perfeitos Percy Jackson e Annabeth Chase.

6 - Uma história confusa?

Vamos de A Batalha do Apocalipse, do Eduardo Spohr. Não é tão confuso, mas tem várias idas e vindas no tempo, mas todos nós amamos esse livro, não é?

7 - Dois vilões?

Big Jim Rennie, claro! Big Jim é o pesadelo de Sob a Redoma, de Stephen King. E nesse time entra o Presidente Coriolanus Snow, porque pior que ele só a Coin. O mais interessante do Snow é que ele não esconde em nenhum momento que é um filho da mãe.

8 - Uma personagem que mataria ou tiraria do livro?

Aquela escandinava de Quem é Você, Alasca?. Mais desnecessário que o livro, só ela mesmo.

9 - Se eu pudesse viver num livro, qual seria?

Percy Jackson e os Olimpianos, no Acampamento Meio-Sangue. Que lugar perfeito! Também moraria no Jardim de Cima, em Westeros, nada acontece lá!

10 - Quais são os maior e menor livros de sua estante?

O maior é Sob a Redoma, de Stephen King. O Rei escreveu 960 páginas cheias de emoção, conflitos, sangue e aflição.
Já o menos é Ninguém escreve ao Coronel, de Gabriel García Márquez, com apenas 94 páginas.

Como reciprocidade impera, quero todos comentando a sua listinha e se já leu alguns dos livros citados.
Até segunda!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Para ficarmos felizinhos

Como diria a pensadora Julia Tolezano, Morte é f***.
Eu realmente passei a semana pensando se eu escreveria um post triste para mostrar o meu luto com o acidente na Colômbia com a delegação da Chapecoense. Mas eu não conseguia pensar no que escrever. Sabe quando faltam as palavras ou todas elas parecem vazias demais para o contexto, ou genéricas demais, ou apelativas demais? Então, eu estava me sentindo assim.
Por causa desse óbvio embaraço, eu resolvi, em vez de falar sobre o acidente ou sobre a morte ou sobre essa sensação de inutilidade estranha que estamos sentindo, falar sobre livros que confortam os nossos coraçõezinhos e nos deixam mais alegrinhos, que nos fazem sorrir no transporte público, ou até gargalhar. Lá vem uma lista de livro para esquentar o coração.

1- O Ladrão de Raios, Rick Riordan


Percy Jackson e Os Olimpianos: O Ladrão de Raios conta a história do pré-adolescente Perseu "Percy" Jackson que, quando se vê atacado pela própria professora de Iniciação de Álgebra, descobre que a mitologia grega é real e que seu pai é um deus grego.
Além de Percy Jackson ser um personagem que sofre perdas e se sinta sozinho em alguns momentos, ele encontra dentro de si alguma razão para ser irônico, fazer piadas, ser engraçado. E Rick Riordan consegue fazer isso bem na maioria das vezes.

2- Azeitona, Bruno Miranda

Azeitona tem o seu enredo pautado na mentira dos jovens Ian e Emília. Após a confusão da produtora do programa Jovens Pais sobre Ian, o adolescente arregala os olhos ambiciosos para conseguir o cachê do programa, só que tem um problema, ele precisa de uma namorada falsa para fingir que está grávida.
Quem conhece o menino Bruno do YouTube sabe o quão cômico ele é. Embora nesse livro ele demonstre seu lado dramático, o lado cômico dele não pode ser negado e em alguns momentos você sente aquela vontade de rir. E é um livro bem leve e gostoso de ler.


3- Tá todo mundo mal, Jout Jout

Jout Jout é uma figura icônica no YouTube e o livro é tão icônico quando a youtuber. Ela vai contar com toda a sua desenvoltura as crises que assolam a vida dela e de muitos de nós. O jeito que ela conta, faz a gente rir às vezes no transporte público e são tão despretensiosos os relatos, embora o tema seja crise.
Ela vai falar sobre crises sérias, como o medo de sair à noite, e crises levinhas, como a vida amorosa na puberdade, do jeito bem humorado, mas sem desmerecer o conteúdo para o pastelão ou para o denso.

4- A Espada do Verão, Rick Riordan

Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A espada do verão é o primeiro da trilogia que conta a história de Magnus Chase. Diferente dos outros livros do Tio Rick, este aqui vai exatamente falar do que aconteceu com Magnus após a sua morte e agora sua vida einherjir. Será que é possível salvar o mundo do Ragnarok mesmo morto?
Rick Riordan volta a sua excelência com este livro. Cheio de referência, acidez, piadas sem perder em nenhum momento o fio da meada. Sempre impecável. E não é um livro que só trata da morte de uma pessoa, trata de descobertas, de motivações, de sonhos. Eu não me lembrava de me divertir tanto com um personagem como com Magnus Chase.


5 - O Sobrinho do Mago, C. S. Lewis

As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago é o primeiro livro da ordem cronológica dos sete de C. S. Lewis e vai narrar a construção de Nárnia. O Sobrinho do Mago trata de como Digory e Polly foram parar num universo "paralelo" e acompanharam de perto a construção da gloriosa Nárnia pelas patas do leão Aslam. 
O Sobrinho do Mago é o tipo de livro que você lê sorrindo do início ao fim. Aslam é um personagem extraordinário. Ele trás leveza e ferocidade ao mesmo tempo, a beleza e a engenhosidade. É algo lindo de se ler a criação de Nárnia, é brilhante.

6- O Hobbit, J. R. R. Tolkien

O Hobbit é uma obra-prima. Ponto. Bilbo Bolseiro é um hobbit (uma raça menor que os anões) e sem nem pensar em um dia poder se envolver em uma aventura é convocado pelo mago Gandalf a participar da jornada do anão Thorin Escudo de Carvalho e mais 12 anões. A jornada consistia em alcançar a lendária Montanha Cinzenta onde anos atrás os antepassados de Thorin reinavam, mas foi dominado pelo dragão Smaug.
Outro livro que não esconde o potencial infantil, mas sempre lança uma luz sobre nossa capacidade de sermos fortes quando nem nós acreditamos na nossa força e sermos insignificantes mesmo depois de grandes feitos. Ele confia na nossa capacidade de realização própria e nas nossas motivações e é sim um outro livro engenhoso, bonito e leve de para ser lido.

7- As Aventuras de Pi, Yann Martel

As Aventuras de Pi  parte da tragédia que acontece com a família de Piscine Molitor Patel, ou Pi. Donos de um zoológico, a família de Pi, devido a crise do governo da Indira Ghandi, resolve se mudar da Índia para o Canadá. No meio da Oceano Pacífico, ocorre o naufrágio do navio e Pi sobrevive ao lado de uma hiena, uma orangotango, uma zebra e o temível tigre de bengala Richard Parker.
Apesar de tratar de uma tragédia, como a dessa semana, em que só o Pi sobreviveu, o livro vai tratar da conexão do protagonista com a fé e com a esperança. Esse é sim um livro de sobrevivência, mas também vai tratar de outros assuntos que vão acalentar nossos corações como o proposto, mesmo que te dê vontade de chorar.

Espero que as indicações surtam algum efeito em vocês, essa é a intenção. Tratar do entretenimento e garantir que as pessoas se sintam um pouco melhores a cada dia, mesmo que nós apreciemos livros mais densos ou pesados. Afinal, a dor também vai embora com lágrimas, né?
Até a próxima segunda!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Resenha de "Magnus Chase e Os Deuses de Asgard - A Espada do Verão"

"A espada pulsou, quase como se esivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi."
Que comece a temporada de de referências e ironia a melhor estilo Rick Riordan.

Magnus Chase de repente estava sendo procurado pela sua família em anos depois da morte da mãe, Natalie Chase. No passado, os três irmãos se separaram depois de um briga estabelecida por Natalie foi: Nunca procure pelo Tio Randolph. Mas com os cartazes com o rosto de Magnus espalhado por Boston só restou ao jovem de 16 anos descobrir o que havia acontecido no Dia de Ação de Graças que separou a família e o que aconteceu na noite da morte da sua mãe.
Randolph acaba levando o sobrinho para o Ponte Longfellow com o objetivo de o menino recuperar um antigo artefato nórdico que só Magnus Chase poeria resgatar: a Espada do Verão. Mas as coisas não dão muito certo quando o gigante do fogo Surt vai atrás dos Chase na ponte e o jovem opta por enfrentá-lo.

Parece que contei a história do livro, mas a história, mas a história começa de fato com a morte de Magnus Chase. Lembram do Acampamento Meio-Sangue? Acampamento Júpiter? A Casa do Brooklyn? Então os heróis nórdicos são treinados no pós-vida em Valhala, lugar para onde vão os que morreram bravamente com arma em punhos.
A criação de mundo do Tio Rick é mais sútil. A mitologia conta com 9 mundos, muitos deuses, muitas raças, logo, não tem como jogar isso tudo na cara no leitor, somando isso ao fato de o livro ser narrado em primeira pessoa.
Magnus é narrador muito bom. Por ser um morador de rua, a acidez nas ironias dele faz a trama ganhar um peso diferente que a gente nas narrativas de Sadie, Carter e Percy, tomando um om mais hostil e agressivo. Esse estilo de personagem como protagonista me faz pensar no fato de que o personagem principal pode ter atitudes heróicas e não seguir aquele esteriótipo de perfeição.
Embora às vezes ele se separe do grupo e eu tenha aquela sensação de "mostra o que ele, os outros, estão fazendo", ele sabe quebrar a barreira narrativa-leitor de uma maneira que não te tira da cena. As ironias, as piadas, são tão bem colocadas que eu morria de rir enquanto lia.
O desfecho foi maravilhoso! Os vilões são louváveis! Loki é um dos maiores vilões da mitologia mundial e Rick Riordan fez o trabalho maravilhoso nele. O Lobo Fenrir também foi muito bem ciado para as poucas páginas que teve. E o Surt fez aquele ótimo papel de megalomaníaco.
Os diálogos foram e os personagens principais são maravilhosos. Um anão fashionista é a única coisa que eu ia imaginar. Todos com a sua história de superação de desafios internos, o que fornece ao texto momentos delicados que acrescentam humanidade e veracidade na história. Samirah, Blitz e Hearth merecem aplausos.

Tivemos um epílogo interessante e um último capítulo que diz que a participação dos Chase, inclusive da Annabeth, não acabaram por aqui. Então esperamos que "O Martelo de Thor" seja destruidor também.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Menino Percy

Não sei se isso vai ser uma série ou não. Então, se for uma série, o título vai ser Menino Percy mesmo :).
Hoje irei falar de como Rick Riordan veio por um fim nas diferenças e tentou com todas as forças isso e acho que não perdeu a mão nisso, porque estou "Magnus Chase - A espada do verão" e ele continua perspicaz nesse quesito.

Como na série sobre "As Crônicas de Gelo e Fogo" que eu fiz... o spoiler é livre.
Tio Rick começou a escrever "Percy Jackson e Os Olimpianos" com o objetivo de levantar a moral do menino Harley Riordan, que é o filho desse dono de mim. Agradeçam ao menino Harley pela série também. Harley tinha TDAH e dislexia assim como a maioria dos personagens da série PJO e HDO e  Rick Riordan não queria que o filho dele ficasse triste com as suas limitações. E num dia que o Tio Rick foi contar uma história pra ele, Harley pediu algo sobre mitologia grega e, como um bom pai, Riordan contou a história de um filho de Poseidon de 12 anos que tinha dislexia e TDAH, tendo alguns probleminhas nos estudos e no convívio social. Assim nascia Percy Jackson e o Acampamento Meio-Sangue.
Rick Riordan constantemente passa a mensagem de que a pessoa que está lendo pode fazer alguma coisa. As suas limitações podem aprimorar outras habilidades, tipo Matt Murdock. Os semideuses costumam ser disléxicos porque o cérebro deles é programado para grego antigo; o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) se adequa a um cérebro preparado para batalha e para reflexos de combate; um filho de tal deus desenvolve habilidades e qualidades específicas que realmente importam.
E Rick Riordan ultrapassa essa linha da dislexia e do TDAH. Ele resolve falar de sonhos e objetivos, que não importando quem você é, você pode alcançar. Annabeth passou cinco livros sonhando com alguma coisa, ela não era uma personagem preparada para formar um casal. Annie dona de mim veio para provar que ela pode fazer o que ela sempre quis. Conseguiu participar de uma missão depois de passar anos no acampamento. Conseguiu ter uma profecia destinada somente para ela. Conseguiu o cargo de Arquiteta do Olimpo. Ou seja, ela quer mostrar que você pode ser o que você quer. Se você se aprofundar, Annabeth Chase só não diz que a criança pode sonhar, como diz que uma menina pode sonhar e ser. Assim como todos as personagens femininas que tivemos nesses 10 livros: Thalia Grace, Rachel Elizabeth Dare, Clarisse La Rue, Silena Beauregard, Bianca Di Angelo, Zoe Doce-Amarga, e todas as Caçadoras de Ártemis, Hazel Levesque (além de mulher, é negra), Piper McLean (além de mulher, é de descendência cherokee), Reyna (além de mulher, é latina)...

Já que citei as origens dos personagens, vale a pena aprofundar nisso. Sem citar os personagens que são de raças diferentes, como os sátiros, centauros e nifas, que nem sempre são considerados legais na mitologia de fato, Rick Riordan fez questão de refletir a salada que é os EUA, Nova Iorque, principalmente. Charles Beckendorf era um personagem negro, assim com Hazel e Carter e Walt, de "As Crônicas dos Kane". Hazel era protagonista da segunda série filha de Plutão, um dos Três Grandes, "Os Heróis do Olimpo", e Charles foi um personagem crucial para a história do quinto livro. Leo e Reyna são personagens grandiosíssimos com descendência latina. Reyna é porto-riquenha, por exemplo. E temos os asiáticos. Ethan Nakamura, filho de Nêmesis, fez muita coisa na primeira série como um fiel seguidor de Cronos, Frank Zhang tem a capacidade de se transformar em animais, filho de Marte e protagonista, Drew Tanaka, ex-conselheira-chefe do Chalé de Afrodite. E os italianos Nico e Bianca Di Angelo que quebraram tabus na série, sendo o Nico o "único" gay da série e Bianca sendo uma menina que morreu salvando o Percy Jackson e o grupo inteiro da missão de Zoe.

Se deixei passar alguma coisa, deem sugestão do que posso falar sobre o assunto Percy Jackson, porque adorarei falar mais dele e de Rick Riordan. Em breve vai ter resenha de "Magnus Chase - A Espada do Verão", então aguardem ansiosos por uma resenha sobre esse menino Magnus que daqui a pouco vai se tornar dono de mim. Aliás, nessa saga nórdica, podemos encontrar várias coisas faladas hoje nesse post.
Até segunda que vem!