segunda-feira, 11 de julho de 2016

Hoje eu quero voltar sozinho

Não sei como reagir depois desse filme de tão felizinho.
"Hoje eu quero voltar sozinho" é um longa-metragem de 2014 roteirizado e dirigido por Daniel Ribeiro, baseado no curta "Hoje eu não quero voltar sozinho", do mesmo autor, que traz uma história linda.
Leonardo, interpretado por Guilherme Lobo, é um adolescente cego que cresceu ao lado de Giovanna, interpretada por Tess Amorim, que sempre ajudou Leo a ir para casa depois da escola, onde estudam na mesma sala. Um dia, chega o aluno novo chamado Gabriel, interpretado por Fábio Audi, que vai tomar o mesmo rumo que Leo para casa. Gi começa a se apaixonar por Gabriel enquanto Leo começa a se descobrir.

No plano de fundo, tem a busca pela independência de Leonardo que quer fazer um intercâmbio em Los Angeles e a compreensão de mundo por um cego em relação a bullying, acessibilidade e amor.
Uma coisa que amei nesse filme é a habilidade de criar personagens cativantes. Nos primeiros minutos já estava gostando do Leonardo, da Gi e, logo depois, de Gabriel. Os personagens secundários não são de jogar fora, mas se não estivessem ali não fariam diferença, tanto que existe um curta só com o trio. Os coadjuvantes que mais acrescentam são os pais do Leo, cada um com sua especificidade.
A química construída entre Leo e Gabriel é estabelecida de forma muito sútil, que quando você repara que não tem espaço para mais ninguém ali, você com um sorriso de orelha à orelha. Você também se encontra assim nos momentos em que o Leonardo se mostra independente ou tentando ser. Tem muita cena busquei outra palavra, mas não achei fofa.
A direção é bem cuidadosa e o jogo de câmeras é maravilhoso. Muitas vezes a câmera foca só no Leo e você não sabe o que está acontecendo ao redor. Um exemplo bom disso é uma cena em que o protagonista está no cinema e a gente não sabe o que está passando na tela e nós só somos capazes de imaginar o que o Gabriel narra para ele.
A fotografia é bem bonita e o cenário ajuda muito a carregar a leveza da história. As cores são muito próximas do neutro e sempre tem um ambiente arborizado.
De fato, professores deveriam trabalhar essa história em escolas porque não é uma narrativa pesada, além disso, tem o curta-metragem que é tão bonitinho quanto, e o tema é necessário de ser abordado... Na escola, eu lembro, vimos "Orações para Bobby" e na época eu não tinha dado tanto valor, só sei que era bem triste. Mas esse é bem leve e mostra a naturalidade das coisas.
"Hoje eu quero voltar sozinho" é um filme com enredo leve que vai te fazer sorrir do início ao fim.
Até segunda!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

=> ☊ continue a nadar, continue a nadar ,para achar a solução: nadar, nadar ♫

               Galera de plantão! Postagem saindo do forno :)
    Eis que surge DORY ( não! não é dolly o guaraná). Será que fui a única maluca que se enfiou em meio a crianças, só para ter o prazer de ver no cine essas fofuras? ( Espero que a loucura seja coletiva de todos os fãs de Procurando Nemo)

Nota: 9.0

motivo: o casal que shippo desde criança  não virou realidade T.T MAS tirando esse triste acontecimento, super recomendo!  Conseguimos perceber que as ¨pontas soltas¨ existentes no  primeiro filme ,em relação a Dory ,foram sanadas com sucesso! 
     Além de conhecermos novos amigos e parentes de um certo personagem :3


                                   ALERTA DE SPOILER:
 não quer acabar com as surpresas ? Assista primeiro e só depois leia!!!


 

=> Primeiro tive que superar :




como ser lúcida e racional com essa  fofura na telinha, produção?!            »♥«
 

Sinceramente, não soube lidar com a lindeza e  a tristeza com tudo que rolou por conta da perda de memória recente da DoRy , é de partir o coração T.T  
obs:  ADMITO! Só voltei a sanidade quando a DoRy  cresceu *.*



=>Em seguida, quero delatar  uma denúncia de bullying, a vítima:







Como pode-se perceber GERALDO é Super fotogênico!!







   Mas a  questão é  que o coitado  é maltratado por seus amigos ,além de ser  usado ,¨com má fé¨ ,pelos mesmos( até roubaram seu baldinho). Surpresa foi a minha quando vi que muitos twittaram  em prol do nosso amigo: 

                                       #SOMOStodosGERALDO

=>Tivemos o enorme prazer de conhecer quem ensinou baleiês a DoRy:  Destino!

Hank, o polvo 007 :



      Ele é meio mal humorado ,mas sem ele, Dory não conseguiria completar sua missão!










                  E eu só sei de uma coisa: 
 depois desta aventura, nunca mais, observarei ¨ com os mesmos olhos¨            uma concha do mar:

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Primeiras Impressões de "Cat Among the Pigeons"

Never had her school been more popular, more assured of success. Meadowbank was at its zenith - Cat Among the Pigeons
Yes, my people, eu estou lendo em inglês. E é sobre isso e umas coisinhas a mais que eu vim falar. Não é uma resenha, só para começar! Eu estou na página 112 de 292, logo, o que vamos ver por aqui são minhas primeiras impressões sobre o livro.
Para quem não conhece, Cat Among the Pigeons é de Agatha Christie e foi escrito em 1959. Para o Brasil a tradução foi literal do título, então,  você vai encontrar por aqui como Um Gatos entre os Pombos e, como Agatha é a Rainha do Crime, deve ser possível encontrar em várias edições, inclusive em PDF.
Assim como em A Mansão Hollow, de 1946, Agatha Christie começa a história pelo cenário e pela vida dos suspeitos e possíveis vítimas. A narrativa vai começar nas voltas às aulas do internato feminino Meadowbank School, mostrando as professoras novas e antigas, novos funcionários e os novas e antigas alunas, além de seus excêntricos pais da nata britânica.
Meadowbank não é uma escola comum e esse claramente era o objetivode Miss Bulstrode quando a fundou. Além de ensinar as matérias que as escolas tinham que ensinar, as alunas aprendiam a como se portar na sociedade inglesa da primeira metade do século XX, além de aprender o francês e o alemão.
E isso é a primeira coisa muito interessante da história. A escola de Miss Bulstrode carrega o choque de gerações e de culturas que deixaria a sociedade da época louca, como deixa a personagem Miss Johnson. Estamos em um colégio que cria garotas para serem ladies, mas nem todas as culturas pregam isso e nem todas as meninas querem isso, e talvez nem a própria diretora queira mais. Dull.
Além de dizer o funcionamento da escola, o narrador lança uma luz sobre Ramat, uma monarquia do Oriente Médio que acabou de sofrer uma troca de chefes de Estado e o atual líder, Príncipe Ali Yusuf, não agradou o povo com sua generosidade (o principal diálogo desse homem é maravilhoso) e está a ponto de levar um golpe. Vendo seu triste futuro chegando ele arquiteta um plano de fuga com seu melhor amigo e inglês Bob Rawlinson. Bob deveria sumir com todos os diamantes da família Yusuf e levá-los para a Inglaterra de um jeito não óbvio.
Na fuga, os dois morrem, mas os diamantes não estavam nos destroços do avião. A possibilidade é que a prima de Ali ou com irmã de Bob, Joan Sutlciffe. A filha de Joan e a prima de Ali acabam de ser matriculadas para esse novo ano letivo em Meadowbank School. E os olhos dos poderosos de Ramat e da Inglaterra se voltam para o famoso colégio interno. E temos a trama. A caçada pelos diamantes de Ali Yusuf que foram perdidos e possivelmente causaram a morte de de alguém em Meadowbank.
O enredo está tomando um ritmo muito bom, mesmo sendo o meu primeiro livro em inglês e mesmo o inglês sendo  de 1959. Então daqui a algumas semanas eu venho atualizar a minha jornada literária que eu estou gostando. Por isso eu quero convocar vocês, meus leitores, a continuarem lendo comigo, seja em inglês, seja em português. Só quero que seguremos os forninhos juntos.
See you next Monday!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Quem mandou?

Eu escrevi esse diálogo (?) algumas semanas atrás e resolvi postar só agora não sei porquê, mas é um estilo bem diferente dos quais eu posto aqui. Espero que gostem!

Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo - O Rappa

JOÃO: Fui roubado!
CORO: Quem mandou usar esse relógio?
MARIA: Levei um tiro de bala de borracha!
CORO: Quem mandou ser militante?
FELIPE: Fui humilhado!
CORO: Quem mandou estar num bairro de branco?
LARA: Fui encoxada?
CORO: Quem mandou não estar no vagão feminino?
PEDRO: Fui espancado!
CORO: Quem mandou beijar um homem?
OSVALDO: Minha filha levou um tiro de bala perdida!
CORO: Quem mandou ir na favela?
LÚCIO: Sofri um arrastão!
CORO: Quem mandou ir na praia?
HELENA: Levei uma pedrada!
CORO: Quem mandou estar de alaká*?
FLÁVIA: Fui assediada!
CORO: Quem mandou estar com aquela saia?
ELISA: Minhas fotos vazaram!
CORO: Quem mandou tirar essas fotos?
CARLA: Fui estuprada!
CORO: Quem mandou estar sozinha àquela hora?

Quem mandou eu querer ser eu mesmo?
Quem mandou eu estar onde queria estar?
Usar o que queria usar?
Falar o que eu queria falar?
Beijar quem eu queria beijar?
Quem mandou me julgar?
Quem mandou me culpar?
Quem mandou?

Quem mandou nós falarmos mais alto?
Quem mandou nós nos pronunciarmos?
Quem mandou nós gritarmos?
Quem mandou, hein?
Quem mandou?

Se me der um tapa, eu brigo
Se me der um grito, não calo
Se mandar calar, mais eu falo - Gonzaguinha

*alaká: ou pano-da-costa, é um complemento da indumentária da mulher, mas, acima de tudo, é a marca do sentido religioso nas ações da mulher como iniciada ou dirigente de terreiros, no Brasil. [Se estiver errado me corrijam nos comentários, pf]

segunda-feira, 20 de junho de 2016

INVOCAÇÃO DO MAL 2

ALELUIA, eu ouvi um amém!? To de volta  no ar galera !!!

    Mais de um milhão de pessoas foram aos cinemas assistir Invocação do Mal 2!!! Para quem não sabe, a história é baseada em um caso¨real¨ que foi avaliado ( de forma superficial ) pelo casal Ed e Lorraine . 
                                        
                                               SIM, VOCÊS DEVEM ASSISTIR
                       ( de dia ou com alguém  =) recomendação da amiguinha aqui)
   
         Mas vim aqui soltar as tretas e separar o que é( supostamente)  real no filme e o que não é!

ALERTA DE SPOILER: não quer acabar com as surpresas do filme? Assista primeiro e só depois leia!!!

MENTIRA - Arquivos dos Warren

Dizem que assim como o primeiro filme, o roteiro de Invocação do Mal 2 seria baseado nas anotações do casal durante a investigação. Não é verdade, pois o que o casal de exorcista escreveu era muito pouco( os Warren quase não participaram desse caso) para montar o filme, tiveram então que pesquisar pessoas, depoimentos e outros pesquisadores da época sobre o caso.

MENTIRA - Cruzes
     Uma das cenas aterrorizantes é a cena das cruzes virando de cabeça para baixo. Contudo, não foi confirmado por ninguém da época.


VERDADE- Voz grave saindo da Jane
     Depoimentos e gravações como estas:https://youtu.be/_JI8Pk1qbfo

Obs: Contudo este é um fato que fazem  os estudiosos divergirem pois enquanto alguns  acreditam e mostram que era real a possessão , os Haters dizem que a voz grossa poderia ter sido criado pela mesma, uma vez que o suposto ¨ encosto¨ (como dizem as más línguas).

  VERDADE- Billy Wilkins 
Ele realmente morreu na sala de estar da casa em Enfield e a causa da morte foi de fato uma hemorragia cerebral. 




    Cabe a vocês decidirem: acreditar ou não na veracidade da história. Mais uma coisa eu sei: É UM MEGA FILME! 

   Agora, adivinhem  quem não sai da minha cabeça?!



SIM, ESSA COISINHA LINDAAA DE MORRRER!



  AGORA QUERO SABER SE FOI UMA CABECINHA FÉRTIL QUE TIROU ESSA FREIRA DEMONÍACA da cabeça ou se há algum relato em que ela realmente possa ter existido>.<

Pesquisei e olha o que descobri:

    Em um certo momento do filme, descobrimos que o nome verdadeiro da Freira é Valik, e logo em seguida disso temos Lorraine Warren (personagem da sensacional Vera Farmiga) fazendo uma descrição de quem esse demônio é, mencionando entre outras coisas que ele é “o Senhor das Serpentes”.
    Existe um Grimório datado do século XVII chamado Goetia: A Chave Menor de Salomão, cuja autoria tradicionalmente é atribuída ao próprio Rei Salomão, onde 72 demônios são descritos, além de maneiras de invocá-los e torturá-los de modo que eles realizem a vontade de quem os invocou.
   E a resposta está no demônio de número 62, que é ninguém menos que o próprio Valik – no livro a grafia do nome está como Valac.

 A QUE MARAVILHA,QUE NOTÍCIA MARAVILHOSA! (O único lado bom era que o tal demônio só utilizou a roupa de freira mas essa não é a aparência original do sujeito)
  Após esse lindo post, espero que todos tenham uma maravilhosa e tranquila noite de sono! BJKS ;3




REFLEXÃO DO DIA: Vai ter Invocação do Mal 3 *.*

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Tag: Trilha Sonora

Não sei se essa tag já existe, então, se existir, avisem nos comentários que eu dou o crédito a você que criou.
O que é essa tag? Devido ao Dia dos Namorados que foi ontem o qual eu não tenho nenhuma participação, já que ninguém me quer (hello, darkness my old friend), resolvi fazer uma tag com os casais do meus livros da minha estante. Como vai funcionar? Vou procurar em algum site de letras a música mais famosa de  algum cantor ou banda e relacionar essa música a um casal. Vão ser 5 músicas mesmo sem inspiração para procurar sete.

1. Encontros e Despedidas - Maria Rita

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Embora a trama de As Crônicas de Gelo e Fogo não haver trens e estações uma coisa que acontece muito são viagens. E assim que parei e pensei na letra dessa música veio na minha cabeça a Casa Stark, mas mais precisamente o casal Ned e Catelyn Stark. Esse casal representa muito esses encontros e despedidas, desse povo que vai pra nunca mais, que chegam e partem.

2. Quem de nós dois - Ana Carolina

E cada vez que eu fujo eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais 
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Eu sempre acabo sem querer na tua vida

Existe um casal que não é bem um casal, mas uma dupla que eu sempre shippei, que é Gale e Katniss. Eu vejo Gale fazendo uma serenata pra Catnip com essa música. Alguém fala pra Katniss largar o Peeta agora e ir atrás do Gale, porque não dá pra fugir desse passado aí, Tordo.

3. Send my love - Adele

I'm giving you up
I've forgiven it all
You set me free

Essa é para um casal que abraçou a liberdade longe um do outro, ou seja, quase uma canção de liberdade. Essa música vai para Cersei e Jaime Lannister. Acho que o rompimento deles foi maravilhoso para o livro e mostrou o quanto eles estavam em busca de outros objetivos depois de tantas páginas. You set me free, os dois dizem.

4. Todo amor - Suricato

Bastou ouvir a tua voz
E pronto: já esqueço o ritmo
Termino a noite antes de começar
Preciso dar um jeito de acabar
Ou conviver com isso
Que vai comigo em qualquer lugar

Vamos para o terceiro casal de GoT? Siiim! Desculpa se vocês esperavam mais de mim, mas que personagem é destruidor em qualquer momento do livro, mas é só uma mocinha fazer beicinho para ele se render e perder a consciência do que estava fazendo? Sim, ele, Tyrion. Tyrion e sua digníssima filha de um quenga adorável Shae. Eu amava a Shae também, Duende! Oh, sofrência!

5. Exagerado - Cazuza

E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudos
Até as coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais

Eu tenho um carinho por esse casal que eu destinei essa música. E esse casal mostra que se arrisca um pelo outro e são maravilhosos juntos. Essa dupla linda que chamamos de Percabeth. Percy e Annie se encaixam nessa música linda, intensa. Que casal que você conhece pularia no Tártaro com você? Ou qual que seguraria o céu por você? Ou qual enganaria um Cérbero por você?

Até semana que vem, tem mais. Não sei o que vai ter, mais vai ser bom! Até segunda!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Resenha de "Tá todo mundo mal"

Comecei a escrever sobre minha vida, testei várias formas diferentes e tudo me parecia ridículo porque lembrei tardiamente de um pequeno detalhe: tenho 25 anos e nada do que fiz até agora é importante o bastante para colocar no livro. Não protagonizei grandes feitos, não tive ideias revolucionárias. Sou o que chama de uma pessoa como qualquer outra. De que importa como perdi minha virgindade? Como isso pode ser interessante para alguém do mundo? Escrever este livro foi uma grande crise - "Tá todo mundo mal", Jout Jout



Quem nunca teve uma crise existencial que atire a primeira pedra! Eu me achava uma pessoa de boa nesse mundo, com poucas crises, mas me identifiquei tanto com algumas crises que me achei uma pessoa muito complexada, com sérias necessidades de terapia. Afinal todo humana precisa de alguém que lide com suas crises, não é mesmo?
Eu, no dia da noite de autógrafos da Jout Jout (para quem não sabe, é uma youtuber famosa que ficou conhecida pelo vídeo Não tira o batom vermelho amo ou talvez você a tenha conhecido pelo vídeo Finalmente uma resposta é biscoito, tá bem? então tá bem ou pela propaganda da Vivo), tive minha crise, que escrevendo essa resenha resolvi chamá-la de "Crise de ser o 307". Que foi mais ou menos assim...

Jout Jout anunciou os dias que das sessões de autógrafo no Rio de Janeiro. Um dia em Niterói, outro na Zona Sul e o último na Zona Norte onde moro. Convoquei os amigos e marcamos 14:00 para um senha que ia começar a ser distribuída 15:00. Eu achei que ia chegar feliz e ia pegar a senha, no máximo, nº 100.

Quando cheguei, a fila estava dando voltas absurdas. Meu lugar na fila era no estacionamento. Depois de nós a fila continuava até sair do shopping. 15:30 começou a distribuição. A moça me coloca uma pulseira 04807. Tremi. Descobri depois que começava no 04500.
Então começa o sai-da-fila-entra-na-fila, porque chegou a fome, a vontade de ir ao banheiro, o tédio, e já foram embora as brincadeiras do tipo "eu nunca...". Também chegou a sensação de que eu era um otário por estar na fila associando a isso todas as pessoas que julguei por estarem tendo mini-infartos porque ia estar em contato com um ídolo pop-star teen. Enfim, também chegou a vontade de sentar, mas não podia sentar no chão o guarda não deixava.
Comprei balas, café, livro. Acabou a bateria do meu celular quando fui fazer um snap do shopping e de Jout Jout em seu mezanino dando tchauzinhos animados para baixo, enquanto pedia pro meu amigo entrar no tinder e imaginava mil coisas para dizer a ela (minha amiga levou uma carta e o amigo dela, um desenho maravilhoso).
Quando chegamos ao mezanino, tiramos foto com Caio e ele autografou o prefácio, que, por sinal, é dele. Mas, quando fui tirar foto, abraçar e beijar e ter autógrafo da Rainha do YouTube Brasil, só consegui dizer que estava suando frio. Nem um eu te amo/admiro/gosto. Mas valeu a pena estar em contato com a Jout Jout. Minha amiga teve vários mini-infartos depois.


O livro da Jout Jout, "Tá todo mundo mal" relata, em textos curtos, na maioria das vezes, bem humorados, algumas crises pelas quais ela passou e que alguns de seus amigos passaram durante esses 25 anos.
Então, aqui nesse livro Jout Jout vai contar suas crises de criança, de sua vida amorosa, das quais  a sociedade impõe, de carreira profissional, e outras crises aleatórias como o do gato da Maria Cláudia. Não, não vou parar meu texto para falar sobre Maria Cláudia.
Eu queria realmente compartilhar muitas frases dela com o mundo, porque parecia que ela entendia tão bem as coisas ao nosso redor.
Os textos são bem ao estilo do vídeo. É como se ela pegasse a câmera e ligasse de pijama porque né, incluindo os desvios pela ausência de roteiro e que no final tudo se conecta, ou não, né, porque Jout Jout não precisa terminar o vídeo com uma conclusão. Ou seja, quem ama Julia Tolezano, amará o livro. 
Até segunda! Beijouts!